domingo, 11 de março de 2018

Itália cancela cidadania de mais de mil brasileiros


O esquema tinha participação de funcionários da prefeitura e de brasileiros, que pagavam propina para agentes públicos atestarem a residência de brasileiros que não atendiam requisitos para obter a documentação
Passaporte italiano (Foto: Flickr/ CC BY 2.0 / Victor Casale).

A cidade italiana de Ospedaletto Lodigiano, na Lombardia, anunciou o cancelamento de mais de mil cidadanias de brasileiros descendentes de italianos que, segundo a prefeitura, não atendiam os requisitos para a concessão do documento.

Uma lista contendo 1.118 nomes foi divulgada no site da prefeitura no último dia 9 de fevereiro. Segundo a agência Ansa, os processos cancelados foram abertos entre julho de 2015 e julho de 2017.

Ainda segundo a imprensa italiana, o esquema tinha participação de funcionários da prefeitura e de um casal de brasileiros, que faziam o repasse de propina para agentes públicos atestarem a residência de brasileiros que não atendiam o tempo mínimo de permanência necessário para obter a documentação. Há ainda casos de brasileiros que sequer foram à cidade e que, mesmo assim, obtiveram o atestado de residência.

Residir na Itália é um requisito fundamental para que um brasileiro possa reconhecer a cidadania no país. Normalmente, o processo feito na Itália é mais rápido do que se feito no Brasil, devido às longas filas de espera dos Consulados para o reconhecimento da cidadania.

A investigação começou no meio do ano passado, e o anúncio do cancelamento dos processos feito apenas nesse mês. De acordo com o "Il Giornale", o esquema possibilitou que, apenas em 2016, 500 brasileiros que nunca se mudaram para a área de Lodi, onde fica a cidade de menos de 2.000 habitantes, obtivessem o direito à cidadania.

segunda-feira, 5 de março de 2018

Árvore genealógica gigante revela novos segredos da história da humanidade

Pesquisadores unificaram milhões de perfis públicos de 
uma página de genealogia colaborativa

A maior árvore genealógica analisada reúne 13 milhões de pessoas.
A maior árvore genealógica analisada reúne 13 milhões de pessoas.
Riccardo Bresciani

Pesquisadores de várias instituições norte-americanas e israelenses aproveitaram dados publicados na Internet por entusiastas de genealogia para traçar a relação de parentesco de 13 milhões de pessoas em uma única árvore genealógica. A documentação dessa grande família abarca uma média de 11 gerações e seu estudo, publicado na revista Science, revelou novos detalhes sobre a influência da cultura ocidental sobre a diversificação genética das populações humanas. A equipe de pesquisa, que reúne geneticistas e cientistas da computação, também analisou a árvore para estimar a base hereditária da longevidade, que calculou em cerca de 16%.
Os dados provêm do site de genealogia colaborativa Geni.com,em que cada usuário completa sua árvore familiar, com a opção de integrar árvores de outros usuários que tenham parentes em comum. Os autores do estudo usaram a teoria de diagramas para limpar e classificar dados de 86 milhões de perfis públicos, na tentativa de fundir todas as famílias disponíveis. Além disso, validaram os resultados usando dados de DNA disponíveis para algumas genealogias. “Pela primeira vez é possível fazer história da população de maneira ampla graças às genealogias coletadas na Internet”, diz Jaume Bertranpetit, cientista do Instituto de Biologia Evolutiva (UPF-CSIC), que não participou do estudo. “De fato, acreditávamos que o caso da Islândia, onde isso já foi feito, fosse único; agora vemos que pode ser muito mais geral”, acrescenta.
A análise obteve 5,3 milhões de árvores desconectadas; a maior delas une 13 milhões de pessoas, um pouco mais do que a atual população da Bélgica. “Toda a humanidade faz parte da mesma família”, diz o autor do estudo, Yaniv Elrich, geneticista e cientista da computação da Universidade Columbia (EUA), que também é diretor científico da MyHeritage, empresa dona do Geni.com. “De acordo com a teoria matemática, se cada pessoa pudesse projetar 75 gerações, completaríamos a árvore genealógica da humanidade, que conectaria todo o mundo: de um aborígene naAustrália, passando por uma pessoa europeia ou africana, até um esquimó no Alasca”, explica Elrich. “E 75 gerações não é tanto, são cerca de 2.000 anos; não estou falando sobre voltar à pré-história”, esclarece.

Migrações por motivo de casamento

Cerca de 85% dos perfis do Geni.com pertencem a usuários daEuropa e dos EUA. Usando o local e a data de nascimento de cada pessoa, os autores criaram um mapa interativo que reflete fielmente os últimos 500 anos de história no Ocidente. Antes de 1750, a maioria dos cidadãos encontrava seu parceiro dentro de um raio de 10 quilômetros do lugar de nascimento, mas dois séculos depois os cidadãos costumavam se casar com pessoas nascidas a mais de 100 quilômetros de distância. Além disso, as mulheres se deslocavam com mais frequência do que os homens, provavelmente devido às oportunidades de trabalho para eles em empresas familiares, embora os homens que viajavam o faziam para mais longe.
O gráfico “segue quase milimetricamente a expansão do império inglês”, observa o geneticista populacional da Universidade de Witwatersrand (África do Sul) Francisco Ceballos, que não participou do estudo. “Poderíamos contar outra história completamente diferente se tivesse sido [um estudo com mais usuários] na Espanha ou no mundo latino”, diz o biólogo. De acordo com Elrich, a causa desse viés é que o Geni.com tem muitos usuários de língua inglesa que têm raízes no Reino Unido, que também foi um dos primeiros países a adotar um sistema de sobrenomes que facilita a genealogia.
Visualização computadorizada de uma das árvores genealógicas de 6.000 pessoas, que abarca sete gerações. Os pontos verdes são indivíduos e os vermelhos são casais.
Visualização computadorizada de uma das árvores genealógicas de 6.000 pessoas, que abarca sete gerações. Os pontos verdes são indivíduos e os vermelhos são casais.
Universidad de Columbia
Entre 1820 e 1875, a chegada do transporte público de massa por trem aumentou a distância que as pessoas viajavam para encontrar um parceiro. Surpreendentemente, isso não reduziu a consanguinidade dos casamentos, que continuaram sendo entre parentes próximos até pelo menos 1850. Os autores sugerem que as mudanças nas normas sociais, e não o aumento da mobilidade, levaram à diversificação genética da população ocidental.

Os genes da vida longa

A equipe também aplicou a técnica centenária de comparar uma qualidade, no caso a longevidade, entre familiares de parentesco diferente – de irmãos a primos distantes – para avaliar a contribuição da herança biológica para essa característica. “O campo da genética humana se baseia na análise de árvores genealógicas: assim começou essa disciplina, antes mesmo de conhecer o DNA”, explica Elrich.
O modelo computacional que os pesquisadores criaram analisou os dados de três milhões de parentes nascidos entre 1600 e 1910 que viveram mais de 30 anos (excluindo gêmeos e vítimas deguerras ou desastres naturais). Os pesquisadores descobriram que a genética explica aproximadamente 16% da variabilidade observada na longevidade: o número está nos valores mais baixos do nível estimado por outros estudos, entre 15% e 30%. De acordo com esses resultados, os autores apontam que a loteria genética nos melhores casos só pode prolongar a vida em torno de cinco anos em média, enquanto as decisões pessoais como fumar podem reduzir a expectativa de vida em 10 anos.
A mesma análise indica que os genes que determinam a longevidade atuam provavelmente de forma independente e aditiva. Algumas teorias propuseram que vários genes devem atuar em conjunto para aumentar a expectativa de vida e, portanto, somente quando são herdados juntos seu efeito é observado. Esse fenômeno é chamado de epistasia, mas os autores não encontraram evidências de que ocorra para a longevidade; se fosse assim, deveriam ter observado uma correlação exponencial entre a data da morte e o parentesco, mas a proporção é direta, linear.


Transcrito de El País:

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Consumo responsável vira lema de mercado de Natal de Estrasburgo


Estrasburgo é a cidade francesa que conta com o mercado mais conhecido do país, que em 2017 está celebrando 447 anos. Nesta época, a cidade fica tomada por turistas e consumidores ávidos por compras.

Toda a cidade? Não, uma pequena praça no centro de Estrasburgo resiste ao consumismo desenfreado. É o Mercado Off, que, na sua terceira edição este ano, conta com 24 expositores e está oficialmente incluído no calendário da cidade.

O Mercado de Natal de Estrasburgo tem 2 milhões de visitantes por ano e gera 250 milhões de euros.

O Mercado de Natal terá uma programação densa nestas quatro semanas, com um tema para cada semana. A primeira é sobre a redução de dejetos, a segunda sobre o comércio justo, a terceira de luta contra a discriminação e a quarta sobre a alimentação sadia.

Lutam contra a ideia de que a posse de objetos é o que determina o sujeito, suas relações com o mundo, seu caráter e personalidade. A gente tenta mostrar para mães e pais que é possível viver numa sociedade de consumo sem ser consumista e tendo um consumo consciente.

No Brasil, existe um movimento parecido, o Movimento Infância Livre de Consumismo (Milc), que surgiu em março de 2012 como uma reação das mães a uma campanha feita por uma associação de publicitários que era contrária à regulamentação da publicidade infantil no Brasil.

* (No texto eles dizem que o movimento não é contra o consumo, apenas contra o consumismo em excesso, mas em outro trecho eles se dizem anticonsumo. Creio que faltou uma boa revisão).

Texto completo em Rádio França Internacional:

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Estudo liga origem do sobrenome a tamanho do salário no Brasil


                                                                                                        GETTY IMAGES

Estudo indica que, dependendo da ancestralidade, não apenas os salários como os anos de estudo e notas em provas de matemática podem variar.

Silva, Santos, Oliveira, Souza e Pereira são os sobrenomes mais comuns de 46,8 milhões de trabalhadores do setor privado, com idade entre 23 a 60 anos, no Brasil.

Quando o critério são apenas os 100 maiores salários registrados na Rais, porém, os alemães se destacam - e os japoneses vão para o fim desse seleto ranking.

Nessa lista, segundo a base do Ministério do Trabalho, 43 carregam sobrenomes de ancestralidade alemã, 22 italiana e 17 ibérica.


Matéria completa - BBC Brasil:
http://www.bbc.com/portuguese/brasil-41987454

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Chrônica da Rua - Memória da Imprensa Periódica de Curitiba


Revista A Bomba, de 12 de Junho de 1913.


SOBRE O PROJETO
Para pesquisadores que se interessam pela história da cidade, do cotidiano, pela busca de pistas sobre o pensamento dos intelectuais sobre o seu presente, enfim, para aqueles que se interessam por qualquer aspecto que envolva Curitiba e o início do século vinte, esse material é extremamente precioso.


A Rolha, revista de 1908.


O Olho da Rua, 13 de Abril de 1907.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Testes de ancestralidade revelam origens e descobrem parentes pelo mundo



(Há muito tempo tenho interesse em fazer esse exame e já pedi informações à empresa).

No Brasil, o Grupo Genera é o único até o momento que realiza testes de ancestralidade, embora a análise do material seja feita nos Estados Unidos. O mercado ainda é novo, mas vem conquistando os brasileiros. "Aqui nas Américas, temos uma população com origens de diversos lugares do mundo. Por isso, pessoas em busca de suas raízes, para compreendê-las melhor, resolvem fazer esses exames. O interesse é descobrir sua própria história para entender melhor quem você é", explica o médico e diretor do Grupo Genera, Ricardo di Lazzaro Filho.


"Primos genéticos" pelo mundo

Além das origens, algumas empresas também oferecem uma comparação dos testes de ancestralidade, o que possibilita, por exemplo, encontrar parentes distantes - chamados de "primos genéticos" - ou até mesmo familiares próximos em outros países e continentes.

Joëlle Apter diz que a possibilidade rende descobertas familiares surpreendentes. "Temos um cliente francês, de cerca de 60 anos, que não sabia quem era seu pai. Ele fez o teste e na base de dados ele encontrou 'primos genéticos' que, na verdade, eram seus primos de primeiro grau. Ele os contatou e descobriu que tinha meio-irmãos nos Estados Unidos. O pai, infelizmente, já havia falecido, mas ao menos ele pôde encontrar irmãos e irmãs", conta.

O franco-brasileiro Mahle Robin realizou um teste de ancestralidade e também encontrou "familiares" espalhados pelo mundo. Ele fez a análise na empresa 23andMe com um grupo de colegas na Suécia, onde estuda mídias digitais. "Descobri vários primos de quarto ou quinto grau e entrei em contato com algumas pessoas na Lituânia e nos Estados Unidos para saber de onde vem essa ligação genética, se temos o mesmo sobrenome, etc."

Para Mahle, o que mais o surpreendeu nos resultados foi a revelação de suas origens indígenas. "O teste revelou o que eu já sabia, tenho raízes francesas e italianas. Mas fiquei muito feliz de contar com 1,6% de material genético de nativos americanos. Essa foi a informação que mais apreciei: saber que eu tenho origens verdadeiramente brasileiras, que data de antes da chegada dos colonizadores", comemora.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Grandioso almoço da Família Bonat - 17/07/2016 - Curitiba





Os textos abaixo são de autoria de Yara, neta de Hugo Bonat. Para um evento combinado apenas com uma semana de antecedência, foi muito bem sucedido. Para mais fotos e outras informações:

https://www.facebook.com/search/top/?q=fam%C3%ADlia%20bonat

Dia 17/07, realizamos o mini-encontro dos descendentes de Pedro Bonat e Maria Magdalena Collodel - evento organizado de última hora com 55 adesões! Parabéns Família!!!

Em setembro queremos mais encontro e maior número de presentes!

As fotos mostram que o mini-encontro foi um sucesso! Então vamos programar outros, lembrando que em 2018 poderemos comemorar os 140 anos da chegada dos irmãos Bonat ao Brasil com um grande encontro. Enquanto isso, vamos reunir material para fazermos o registro dessa história! Podem mandar relatos, fotos, documentos e dados atualizados da árvore genealógica para o e-mail: bonatpesquisa@gmail.com.

*
Queridos familiares:

Em quinze anos de pesquisa, aproximadamente, eu e José Maria Petroski, neto do tio Flávio, reunimos muito material sobre a história de nossa família, junto com Ernani (RS), Gilberto e Hugo Bonat Neto. Embora ainda não tenhamos resposta para algumas questões importantes que dizem respeito à saída dos irmãos Bonat de Mezzano no final do século XIX e a chegada ao Brasil, queremos começar a organizar os dados e deixar registrado de alguma forma, principalmente para que as novas gerações tenham acesso a essas informações. Vocês podem conhecer uma parte da pesquisa no nosso blog:  familiabonat.blogspot.com.

A internet possibilitou muitos contatos com parentes e outros pesquisadores. Por isso, pretendemos continuar utilizando esse meio para prosseguir o trabalho. Contamos com a colaboração de vocês! Mas, além do contato virtual, queremos novos encontros presenciais! Fica desde já a sugestão para a realização de um evento anual e uma comemoração maior em 2018, quando serão completados 140 anos da chegada de Pietro e Giorgio ao Brasil.

Como colaborar com a pesquisa? Reunindo e enviando dados para um e-mail que criamos para esse fim: bonatpesquisa@gmail.com.

Inicialmente precisamos atualizar a árvore genealógica. Temos um material organizado em grande parte pelo Gilberto há uns quinze anos e reorganizado pelo José Maria, que poderá servir de base para a atualização das datas (nascimento, casamento, falecimento) e dos nomes completos de todos os familiares. Para facilitar a tarefa, poderemos enviar para vocês por email assim que nos passarem o endereço eletrônico de pelo menos um representante de cada ramo da família.

Junto com esses dados, podem nos enviar pequenos relatos sobre a família (principalmente Pietro, Giorgio e Giacomo, suas esposas, filhos e seus cônjuges), onde moraram, no que trabalharam, como era o lazer, escolas que frequentaram, comidas preferidas (e as receitas, se possível!), músicas, curiosidades, etc. Pretendemos fazer links para outras famílias de imigrantes, por isso também podem ser relatados os parentescos e amizades: Gusso, Schier, Vicelli, Contin...

Prazo: três meses, que tal?

De alguns ramos não temos dados, por isso, agradecemos a quem tiver informações sobre outros parentes que ficaram mais distantes!

Paralelamente, sugerimos que separem fotos e documentos, porque posteriormente poderemos combinar como ter acesso a esse material com vocês. Quem puder, pode nos enviar por email, já escaneados.Todo material recebido será creditado a quem enviou.

Agradecemos a atenção e a colaboração de todos neste que é um projeto para a família! Não queremos que o material já coletado seja perdido ou fique guardado nos nossos arquivos. Vamos mexer nas gavetas, inclusive as da memória!

Yara

























Descendentes de Pietro Antonio Bonat: Últimas notícias sobre o processo de cidadania

Piquenique no bairro Cachoeira, Curitiba, em 1935.


De acordo com informações obtidas no Circolo Trentino de Curitiba, os dois processos de descendentes de Pietro Antonio Bonat permanecem em Roma, na fila de espera. A comissão que analisa os casos trabalha com extrema lentidão, sendo composta por poucos funcionários, basicamente por estagiários, que têm horário limitado. Atualmente, ainda analisam processos de 2006/2007...

A regularização de documentos só precisará ser feita quando os processos retornarem de Roma e consistirá na entrega de certidões atualizadas de endereço, nascimento, casamento e óbito, com as devidas traduções. O Circolo Trentino avisará quando for necessário, por isso é importante manter nossos dados atualizados (telefone e e-mail).

As crianças que nasceram após a entrega dos pedidos em 2010 serão incluídas automaticamente, apenas com a apresentação da certidão de nascimento. Importante: ao completar 18 anos, se não foi pedido antes, perde a cidadania, pois já terá idade para fazer a opção por sua conta.

Com a obtenção da cidadania, é obrigatório manter os dados atualizados no cadastro do  consulado. O voto nas eleições da Itália não é obrigatório, embora as cédulas sejam enviadas a todos os cidadãos.

Para os descendentes de trentinos, não é possível obter a cidadania caso venham a residir na Itália. Isso só é possível para descendentes de italianos das outras regiões que, com assessoria, podem conseguir em menos de um mês.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Europeus 'surgiram a partir de três tribos'



O europeu moderno teve origem a partir da mistura, ao longo dos últimos 7 mil anos, de apenas três tribos da antiguidade, segundo um estudo publicado na revista Nature.

A principal miscigenação partiu do encontro de uma tribo de caçadores de pele morena e olhos azuis com outra vinda do Oriente e formada por fazendeiros de pele clara e olhos castanhos.

Uma terceira tribo de características siberianas também contribuiu para a formação da genética europeia moderna.

A pesquisa foi feita a partir da análise do genoma dos restos de nove europeus que viveram na antiguidade.

Caçadores

A agricultura surgiu no Oriente, em território hoje formado pela Síria, o Iraque e Israel, antes de se expandir para a Europa há cerca de 7,5 mil anos.

Evidências apontavam que este novo estilo de vida havia se espalhado pelo continente com a chegada de imigrantes, que tiveram filhos com integrantes de tribos europeias de caçadores com os quais encontraram em seu caminho migratório.

Mas as crenças sobre a origem europeia tinham como base os padrões genéticos de pessoas vivas. A análise do DNA de ossos antigos testou estas teorias e trouxe algumas surpresas.

O DNA contém instruções bioquímicas para a construção do organismo humano e se encontra no núcleo de nossas células.

No novo estudo, David Reich e seus colegas da Escola de Medicina de Harvard estudaram o genoma de sete caçadores da Escandinávia, de um outro caçador cujos restos mortais foram encontrados em uma caverna em Luxemburgo e de um fazendeiro de Stuttgart, na Alemanha.

Os caçadores chegaram à Europa milhares de anos antes do surgimento da agricultura, se abrigaram no sul do continente durante a Era do Gelo e se espalharam no período conhecido como Mesolítico, depois que as camadas de gelo derreteram no norte e no centro da Europa.

O genoma do grupo não corresponde ao de nenhuma população moderna, o que indica que ele se perdeu com a evolução humana, na transição para uma sociedade baseada na agricultura.

No entanto, seus genes sobrevivem no DNA de europeus modernos, principalmente naqueles que vivem no norte e no leste do continente.

O genoma do fazendeiro de Stuttgart tinha um padrão completamente diferente, compatível com o da população atual da ilha da Sardenha, na Itália, e era bem diferente do genoma dos caçadores antigos.

Mas, apesar dos fazendeiros da antiguidade compartilharem algumas similaridades genéticas com populações atuais do Oriente, também há diferenças significativas.

Reich sugere que migrações mais recentes à "terra natal" dos fazendeiros podem ter diluído seu material genético nesta região.

Os genes responsáveis pela pigmentação dos olhos e da pele de caçadores e fazendeiros mostra que, enquanto o cabelo escuro, os olhos castanhos e a pele alva dos fazendeiros antigos não seria algo estranho nos dias de hoje, os caçadores se destacariam na multidão.

"Eles tinham uma combinação de pele escura e olhos azuis que não existe mais nos dias de hoje", disse Reich à BBC.

Carles Lalueza-Fox, do Instituto de Biologia Evolucionária em Barcelona, na Espanha, disse que a pesquisa contraria as noções atuais destas populações antigas.

"As reconstruções das populações mesolíticas sempre as mostraram com pele alva. E os fazendeiros às vezes aperecem com pele escura. Esse estudo mostra que era o contrário."

Pele clara

Então, de onde veio a pigmentação mais clara dos europeus de hoje? Provavelmente os fazendeiros tinham um gene de pele mais clara que persiste até hoje.

"Existe um argumento que diz que a pele clara é mais vantajosa para quem realiza agricultura, porque estas pessoas precisam produzir vitamina D, enquanto os caçadores conseguem esta vitamina de sua comida", diz Reich.

"Uma vez que o caçador se torna agricultor, ele não tem mais tanto acesso a esse tipo de vitamina, então, existe uma seleção natural que 'clareia' a pele da população."

Quando os pesquisadores analisaram o DNA de 2.345 pessoas dos dias de hoje, eles descobriram que uma terceira população influenciou na complexidade genética dos europeus modernos.

Essa tribo "adicional" é a mais enigmática e, de forma surpreendente, tem relações com os nativos da América.

Pistas deste grupo surgiram na análise do genoma europeu há dois anos. Chamados de "eurasianos do norte", este grupo permaneceu como uma "população fantasma" até 2013, quando cientistas publicaram o genoma de um garoto que viveu há 24 mil anos na Sibéria.

Esse indivíduo tinha similaridades genéticas tanto com europeus quanto com nativos americanos, o que sugere que ele fazia parte de uma população que havia contribuído para a migração rumo ao Novo Mundo há 15 mil anos e depois para a Europa.

O caçador antigo de Luxemburgo e o fazendeiro da Alemanha não exibem sinais de miscigenação com esta população, implicando que este terceiro ancestral foi adicionado à mistura continental depois que a agricultura já havia se estabelecido na Europa.

O estudo também revelou que os primeiros fazendeiros e seus descendentes europeus têm como ancestrais uma linhagem antiga conhecida "eurasianos basais". Este grupo representa a primeira separação ocorrida entre os humanos que deixaram a África há 60 mil anos.
Fonte:
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/09/140918_europeus_origem_tres_tribos_rb

Talvez interesse:

Foto de índio brasileiro vence concurso global

http://www.bbc.com/portuguese/videos_e_fotos/2014/09/140917_galeria_tribos_survival_rm

Em imagens: Bishnois, os 'ecologistas mais antigos do mundo'

http://www.bbc.com/portuguese/videos_e_fotos/2014/07/140721_galeria_tribo_ecologistas_india_fn


'Antes que morram': fotógrafo capta diversidade de tribos indígenas no mundo


http://www.bbc.com/portuguese/videos_e_fotos/2013/11/131112_galeria_tribosindigenas_pai

segunda-feira, 11 de julho de 2016

São realmente bons os 20 álbuns mais vendidos da história?


Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, lançado em 1º de junho de 1967; The Beatles.




Dessa relação, o que é do meu gosto:
'Brothers in Arms', 'Abbey Road', 'Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band', Led Zeppelin 'IV', 'Rumours', 'The Dark Side of the Moon'. Meat Loaf não conhecia até então.

***

 
* Uma curiosidade: o que essa capa e o seriado Chaves têm em comum?
- O rosto do ator mexicano Germán Valdés “Tin Tan”(irmão do também consagrado ator Ramón Valdés, o Seu Madruga do seriado Chaves) aparecia na capa, mas ele não autorizou sua exibição, enviando em seu lugar uma árvore da vida de Metepec (planta tradicional mexicana) que aparece em um canto da capa.

* Outra curiosidade: a música normalmente é usada para nos dar prazer, nos alegrar, certo? Nem sempre.Pelos norte-americanos ela é usada também como tortura, na prisão política de Guantánamo, ao sul de Cuba. Dos mencionados na lista constam as seguintes músicas:
- Enter Sandman (Metallica);
https://www.youtube.com/watch?v=CD-E-LDc384
- My Sweet Lord (George Harrison) - Nem os Beatles eles perdoam (no caso, ex Beatle);
https://www.youtube.com/watch?v=0kNGnIKUdMI
- Born in the U.S.A. (Bruce Springsteen).
https://www.youtube.com/watch?v=EPhWR4d3FJQ

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Coleção Centenária do Jornal do Brasil - Google News Archive

Essa é a "versão experimental da Coleção Centenária do Jornal do Brasil, disponível no Google News Archive. Confira o que foi notícia no país e no mundo em diferentes épocas."
Jornal foi lançado em 9 de abril de 1891.

Estão disponíveis as edições:
- no espaço destinado à edição de 8 de abril de 1891, foi colocada a edição de 5 de maio de 1996. (não entendi).

- dezembro de 1910;
- janeiro de 1930  a dezembro de 1999.
Então, a rigor, são setenta anos do dito jornal. Ao menos por enquanto.

(Escolhi a edição acima aleatoriamente).



JORNAL DO BRASIL:
https://news.google.com/newspapers?nid=0qX8s2k1IRwC&dat=19900327&b_mode=2&hl=en

Qual a canção que tocava no dia em que você nasceu?




Nos Estados Unidos e Reino Unido:

http://www.birthdayjams.com/uk/1965-02-18


sábado, 25 de junho de 2016

Artigos muito interessantes da Wikipédia

Esta página mostra uma lista dos artigos mais esquisitos que você não irá encontrar em nenhum outro lugar, muito menos em outras enciclopédias.

É uma espécie de Deep Web "light", sem Silk Road, pornografia, mas com algumas bizarrices. Vale a pena. Em espanhol.


Wikipédia: Artigos curiosos

 


domingo, 19 de junho de 2016

Museu dos sons em extinção




Assim como objetos velhos vão desaparecendo, os sons associados a eles também tendem a se perder.
Felizmente, este site conseguiu conservar muitos deles, oferecendo uma fascinante viagem ao passado.

Clique uma vez para ouvir, duas para parar:

Museu dos sons em extinção

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Adivinhe em qual região do mundo você está?




Este site usa o Google Maps para levá-lo a alguma região do mundo, e você terá de adivinhar onde está.

É fácil de usar. Algumas imagens, em 360º, necessitam de um bom conhecimento geográfico para dar um palpite razoável. Clique no link abaixo e divirta-se:

terça-feira, 7 de junho de 2016

Os nomes mais comuns no Brasil - também por região





Existem 112 "Pelé" no Brasil, de acordo com o IBGE.
(Na foto, Tião Abatiá e Pelé. Coritiba 0 X 2 Santos. Só não recordo o ano).
Foto de Joel Petroski.

http://censo2010.ibge.gov.br/nomes/#/search


Uma ferramenta do IBGE mostra em quais pontos do Brasil o seu nome é mais comum. Os dados foram obtidos pelo Censo Demográfico 2010 e disponibilizados para a população (link acima).

A ferramenta é chamada “Nomes no Brasil”. Ela mostra também a evolução no número de pessoas registradas com um mesmo nome ao longo do tempo. Ao fazer uma busca, é possível visualizar o número total de brasileiros com aquele nome.

O site também mostra qual é o percentual daquele nome entre brasileiros, posição de popularidade, local com maior taxa por 100.000 pessoas, nomes similares e um mapa de calor da concentração.

Além da busca nacional, o usuário também pode restringir as informações por estados ou municípios.

O IBGE afirma que são 130 mil nomes diferentes entre os 200 milhões de brasileiros. Se você tiver um nome bastante exótico, no entanto, pode se decepcionar com a ferramenta. O órgão afirma que apenas nomes com frequência igual ou maior a 20 aparecem na ferramenta quando a busca é feita nacionalmente.

De acordo com o IBGE, o nome mais comum no Brasil é Maria, com 11,7 milhões de ocorrências. Em segundo lugar vem José, com 5,7 milhões de ocorrências.